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Por que alguns pacientes graves melhoram pouco antes de morrer?

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'Minha avó melhorou pouco antes de morrer e minha mãe conseguiu ter por alguns momentos a mãe dela de volta, podendo se despedir', conta Samanta. Aos 14 anos, a gaúcha Alita Porto Reis passou a criar seus oito irmãos e irmãs após perderem a mãe. Décadas depois, por não conseguir engravidar, decidiu adotar uma garotinha, Ana Lúcia. E ao longo desses anos sustentou a todos com o dinheiro que obtinha ao cozinhar pratos alemães e lavar e costurar roupas. Mas, por volta dos 70 anos, ela começou a perder a independência e a precisar de ajuda por causa da doença de Alzheimer. Com o tempo não conseguia mais comer, tomar banho e se vestir sozinha. Quase não reconhecia mais ninguém. Só que em seus últimos dias de vida, Alita teve uma melhora repentina. "Do nada, começou a conversar com minha mãe. Lembrava de tudo", conta a neta Samanta. "Minha avó sempre teve uma personalidade muito forte, mas ela foi esquecendo quem era, perdendo sua essência. E, nos últimos dias, ela vol...

As histórias de mulheres com calvície que venceram o medo e passaram a se aceitar

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Na manhã de 11 de junho de 2017, Fernanda de Freitas, de 26 anos, colocou um ponto final em uma luta que travava desde a infância. Ela pediu ao marido que raspasse os fios que restavam em sua cabeça. Ao ficar totalmente calva, olhou-se no espelho e sorriu. "Foi uma libertação para mim. Não apenas do cabelo, mas de todo o peso que carreguei ao longo da vida", diz. Na infância, aos três anos, Fernanda foi diagnosticada com alopecia areata, doença que causa queda de cabelo e de pelos do corpo. A partir de então, passou a consumir remédios e produtos para cuidar dos fios. Durante um período, chegou a tomar, diariamente, seis cápsulas de medicamentos com corticoide. Os fármacos apenas reduziam a intensidade da queda capilar, mas não evitavam que o cabelo continuasse caindo. "Quando notava, eles (fios) tinham desaparecido. De repente, havia uma nova falha no meu couro cabeludo", relata. Seu cabelo era uma das primeiras coisas em que pensava ao acordar. "Sempre ia...

Segundo estudo, 70% das pessoas tem ou terão hemorroida em algum momento

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Falar sobre hemorroidas ainda é tabu para muita gente. Não deveria. Segundo o National  Institute of Diabetes and  Digestive  and  Kidney  Diseases  (EUA), até 75% dos homens e mulheres tiveram ou vão ter o problema ao menos uma vez na vida. "Desses, 30% vão desenvolver a doença crônica em algum grau, que é o número mais preocupante", diz Hélio Plapler, proctologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Como causa pouco ou nenhum desconforto no início, é comum as pessoas só procurarem o médico quando o incômodo começa a atrapalhar as atividades do dia a dia. É aí que mora o perigo. Quanto mais ela piora, mais complexo é o tratamento, e pode ser necessário até fazer cirurgia. O que é? Hemorroidas são veias da região anal que todos nós temos. O problema acontece quando elas inflamam, se dilatam ou enfraquecem. É nesse momento que a doença hemorroidária, que geralmente aparece em homens e mulheres adultos, dá os primeiros sinais. No começo q...

Apesar de silencioso, o câncer de rim emite importantes sinais de alerta

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No dia 17 de junho, é celebrado o Dia Mundial de Câncer de Rim, que tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre uma doença que, embora silenciosa em fases iniciais, pode dar sinais de alerta durante sua evolução. Esse tipo de câncer não é dos mais comuns e tem a incidência estimada entre 7 a 10 casos para cada 100 mil habitantes, principalmente em pessoas acima dos 60 anos. De acordo com projeções do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil registra mais de 6 mil casos por ano. Segundo Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncológico, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e coordenador dos departamentos cirúrgicos oncológicos da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os três sintomas mais comuns da doença são: sangue na urina, dor e massa palpável no abdome. Outros sinais também podem aparecer como dor lombar de um lado, massa (caroço) na lateral ou na parte inferior das costas, fadiga, perda de apetite, perda de peso, febre e anemia. Com...

Exame oftalmológico pode indicar Alzheimer bem antes de sintomas aparecerem

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O Alzheimer ainda é um problema sem cura e iniciar o tratamento da doença precocemente é apontado como um dos pontos mais importantes para prolongar a memória e a qualidade de vida do paciente. Uma nova descoberta, feita por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Washington (EUA), pode ajudar bastante isso. No estudo publicado esta semana no periódico JAMA  Ophthalmology, os cientistas revelaram que com uma angiografia por tomografia de coerência óptica (OCT), exame de vista simples, realizado em grande parte das clínicas, pode ser possível identificar o Alzheimer em pessoas que ainda não apresentam sintomas da doença, antecipando seu tratamento e postergando os danos causados ao cérebro.         Em estudos anteriores, pesquisadores já haviam reportado que pessoas com Alzheimer apresentavam sinais de alteração no centro da retina e no nervo óptico. No trabalho científico feito pela Universidade Washington, os médicos examinaram na...

Você já acorda com a sensação de cansaço? Se cuide, o problema é sério

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Se você já acorda cansado(a), sente que nunca dorme o suficiente, boceja o dia todo e parece um verdadeiro zumbi no trabalho, tenho um conselho: talvez seja a hora de procurar um médico. Após reparar nesses sintomas, resolvi visitar um especialista e descobri que sofro de uma leve apneia obstrutiva do sono. Pensei: "OK, eu ronco, coitado de quem já dormiu comigo" --e não fui atrás de tratamentos. Mas, depois de conversar com alguns profissionais, cheguei à conclusão de que o problema traz consequências preocupantes para a minha saúde. Assim como eu, 76% dos brasileiros têm pelo menos uma queixa relacionada à qualidade do sono, de acordo com um levantamento realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Mas poucos procuram ajuda. A apneia obstrutiva do sono é a interrupção da respiração devido ao bloqueio das vias áreas superiores (garganta e nariz) durante o repouso. Ela foi descoberta nos anos 70, e está muito ligada à vida moderna. Somos mais sedentári...

Por que a humanidade está ficando cada vez mais alérgica a alimentos

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Em todo o mundo, as pessoas estão mais propensas do que nunca a desenvolver alergias alimentares. As investigações recentes sobre a morte de dois adolescentes britânicos ao comer gergelim e amendoim chamaram atenção para as consequências muitas vezes trágicas. Em agosto, uma menina de seis anos no oeste da Austrália morreu em decorrência de uma alergia a laticínios. O aumento das alergias registrado nas últimas décadas é visível principalmente no Ocidente. A alergia alimentar afeta hoje cerca de 7% das crianças no Reino Unido e 9% na Austrália, por exemplo. Em toda a Europa, 2% dos adultos têm alergias alimentares. As reações possivelmente fatais podem ser induzidas até mesmo por vestígios de alimentos que ativam a alergia, o que significa que pacientes e familiares vivem ansiosos e com medo. As restrições alimentares que eles seguem podem se tornar um fardo para a vida social e familiar. Embora não possamos dizer com certeza por que as taxas de alergia estão aumentando, pesquisa...